segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Faca de dois gumes: Juízes e especialistas divergem, mas o menor ainda não tem solução

Juízes de todo o país vêm deferindo pedidos de autorização do trabalho de menores entre 14 e 16 anos. Apesar da previsão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e de legislações maiores, como a própria Carta Magna, não permitirem tal ato, é sabido que a interpretação por parte dos magistrados é realizada pondo em prática o princípio da realidade sobre a forma. A análise do caso concreto é a ditadora das condutas dos órgãos julgadores, sejam eles quais forem.

Embora o trabalho infantil seja deplorável, há situações em que ele pode ser uma saída para aqueles que, por circunstâncias diversas, se envolvem com drogas, violência e crimes. Essa “fuga” encontrada, por muitos familiares é a solução para tais problemas. Não só por esses motivos mas, até mesmo o desemprego dos pais, são determinantes para o trabalho infantil.

Obviamente, casos devem ser analisados separadamente, para que o desenvolvimento do jovem não seja depreciado. Infelizmente o sistema político-administrativo do país não traz oportunidades para que jovens dessa faixa etária tenham chances de não se submeterem ao trabalho antes de atingirem a idade que os permitem ser, pelo menos, aprendizes.

De pronto, ante ao descaso do executivo, é impossível também julgar posicionamentos de autoridades e cidadãos comuns que se manifestam sobre o tema. Permitir trabalhos voltados para a área intelectual e proibir o trabalho braçal? Negar totalmente a oportunidade de emprego a esses jovens? Liberar essa conduta?

Talvez uma solução para o conflito entre juristas, jornalistas e a própria sociedade, divergentes em opiniões, seja sumular, por parte do Tribunal Superior do Trabalho, ou do próprio STF, o entendimento que deve ser adotado por tais juízes que, apenas ao interpretar um dispositivo legal, fazem uso da subjetividade que lhes são concedidos para confeccionarem suas sentenças.

Por Ana Luíza Benatti



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Incêndio em Juiz de Fora

Liberação de ruas no centro não tem previsão

Após o incêndio da Rua Floriano Peixoto trânsito da região continua interditado

Por Ana Luíza Benatti
A Avenida Getúlio Vargas e as ruas Floriano Peixoto e Afonso Pinto da Mota estão totalmente fechadas, enquanto a Rua Jarbas de Lery tem passagem apenas para ônibus. Os agentes de trânsito informam que não há previsão para a liberação das vias. Tanto a avaliação da condição dos edifícios, a ser feita pela Defesa Civil, quanto a liberação das ruas dependem do término dos trabalhos dos bombeiros. Somente após o combate a todos os focos de incêndio é que a Defesa Civil poderá indicar os prédios para a demolição e, após isso, as vias serão liberadas. O supervisor dos agentes de trânsito, Marcelo Pianta, disse que “com esse fechamento, as avenidas Rio Branco e Francisco Bernardino estão sobrecarregadas, com engarrafamentos nos horários de pico. Acidentes não foram registrados ao longo do dia, mas mesmo assim todos os agentes de trânsito estão trabalhando para evitar maiores complicações”.
Os pontos de ônibus dessas avenidas estão sofrendo o impacto do fechamento e estão superlotados.
Para conter o incidente, a Polícia Militar, Guarda Municipal, Defesa Civil, Bombeiros e agentes de trânsito trabalham em conjunto.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A importância das pequenas coisas

"Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver, adicionamos amor à sua vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame… Ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre." George Carlin

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Conexão



Lá, onde as preocupações pareciam não existir.
Meu mundinho paralelo. Com (ou sem) amores, amigos, família e eu mesma.

O colecionador

Pilhas de cartões postais, negativos guardados em caixas velhas.

Livros que marcam épocas diferentes. De clássicos infantís, a grandes romances em edições pesadas de capa dura.

Tudo se encaixava perfeitamente. Discos de mesmo gosto musical. Mesmos programas de TV, assuntos favoritos nos jornais.

Ela, na esperança de um dia saber escolher, escolhia pelo que lhe parecia bom na opinião de muitos. Colecionava lugares, amigos, lembranças. Vivia do passado. Passado bom, cheio de momentos felizes. E os tristes? Ah, os tristes ela fazia questão de não lembrar. E se lembrava, procurava ver algo de bom em cada um.

Essa era sua maior coleção. Organizada por datas, trajes, pessoas, tudo o que estava lá. Experiências grandiosas, de choro e riso.

Para ele... mas quem é ele? Cada tempo um "ele"diferente. Também tinha passado, história vivida. Na estante, retratos, parte de sua infância, times de futebol.

Tudo para serem um só. Coisas afins, objetivos, sonhos, futuro. Mas o que ela não sabia era que ela coleciona lembrança, enquanto ele coleciona amores.