sábado, 27 de novembro de 2010

O importante é competir

Em tempos de Jogos Universitários o que muito se vê são jovens empolgados com suas modalidades e suando a camisa para ganhar uma merecida medalha de ouro. Porém, o que muitos atletas esquecem são a ética competitiva e o espírito esportivo.

Obviamente quem entra em uma competição tem a vontade de ganhá-la, mas não é por isso que devemos nos esquecer das regras do jogo. Tanto em eventos pequenos, quanto nos grandes campeonatos brasileiros e mundiais são notáveis pequenos desvios de conduta. Casos de brigas entre jogadores, jogadores e a torcida, entre as comissões técnicas. O “eu em grupo” parece realmente falar mais alto e, até mesmo sem saber do que se trata, as pessoas aderem à causa violenta e somam forças às brigas de torcida ou a alguma outra das já mencionadas.

O esporte é um meio de lazer, diversão e saúde, mas não deve ser tido como uma via para descarregar a brutalidade e ignorância. Cartões amarelos, vermelhos, suspensões e expulsões; nada disso adianta se não houve uma conscientização coletiva e repressão aos atos de vandalismo e violência.

O grande caso que nos chamou atenção recentemente foi o do jogador de futebol Neymar. O atacante do Santos perdeu a cabeça no jogo contra o Ceará no dia 12 de setembro e tentou agredir um jogador do time adversário. Para aumentar o estardalhaço, sua condição de “celebridade” também contribuiu para o fato, tendo uma repercussão nacional.

Atitudes como essa, agregadas às condições físicas e sociais, mexem o psicológico dos atletas, que acabam se prejudicando pelo modo violento como agem.

Políticas de conscientização são um bom caminho, mas não basta a iniciativa ser externa ao indivíduo. Cada um em suas relações intersubjetivas deve ter consciência de seus atos e utilizar o esporte de forma sadia.

A competitividade faz bem, mas deve ser dosada para não ser prejudicial. Saber perder e aceitar a derrota assim como se sabe ganhar. É importante que se atente à máxima “O importante é competir” que, apesar de já ser um clichê e fala corrente nas derrotas, é uma verdade irrefutável.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

UM POUCO MAIS DE CONSIDERAÇÃO

Porque você é tão ruim
Não me diz não nem me diz sim
Sofre demais o meu coração
Pois nunca sabe quando é sim ou não
Que foi que eu fiz que não se faz
Não tenho paz, não sou feliz
Assim é muita ingratidão
Um pouco mais de consideração

Já que você foi quem me fez contente
Já que você me cativou assim
Você não podia, muito francamente
Entrar a sério nessa história de gostar de mim
Independente de qualquer motivo
Que você tenha pra gostar assim
Já que você foi quem me fez cativo
A obrigação agora é sua de cuidar de mim
Vinicius de Moraes

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Verão colorido e marcante

Make up de Verão
O verão 2011 vem com o intuito de democratizar o uso de cores. Nos desfiles que mostraram as tendências da estação, os batons e as sombras apareceram em diversas cores e tons fortíssimos, mas com efeito opaco.

As apostas de maquiagem são de olhos ou boca bastante carregados, nunca os dois juntos.

O recomendado é utilizar sempre o tom nude junto com uma cor viva para que apenas uma parte do rosto ganhe destaque. Por exemplo, se o batom for colorido, opte por uma sombra nude e vice-versa. Brincar com duas cores de sombra nos olhos tem tudo a ver com a estação mais quente do ano.

Para que gosta de aparentar que acabou de passar um dias na praia, o blush acobreado com tons de bronze deixa a pele saudável e com a aparência de quem acabou de sair de um banho de sol

As principais cores de maquiagem para o verão 2011 são o laranja, verde, rosa, roxo, azul e os tons nude e metálicos. Lembrando que o destaque para esta estação são estas cores acompanhadas pelo efeito fosco, que suaviza o visual.

Cabelos de Verão

As tendências de cortes femininos trazem cabelos mais despojados e com bastante movimento. O que ganha destaque são os cortes assimétricos, repicados, despontados e com franjão para todos os comprimentos de cabelos.

Mas a maior aposta de cabelos para o verão é assumi-los na sua forma natural, sejam eles ondulados, com cachos ou crespos.

Lembrando sempre que para manter um cabelo saudável é importante o uso de produtos com protetor solar e fazer hidratações regularmente. Assim você pode se esbaldar no verão sem danos à sua beleza.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Maré vermelha

Muito foi questionado e contestado, mas o Brasil decidiu que o passado de Dilma Rousseff não a condena. A oposição de tudo fez para derrubá-la: tentaram resgatar suas cicatrizes de guerra, sua “pouca” experiência na política e até mesmo alegaram falta de autonomia em seu futuro governo – em vista do atual presidente tê-la apoiado e seu governo ter sido a base das idéias da candidata.

Nada disso adiantou. A onda azul que tentava chegar aos eleitores de maneira rude, atacando seus oponentes, foi encoberta pela maré vermelha que mostrou respeito com seus 56% de votos. Os eleitores preferiram acreditar no que está dando certo, ao invés de apostar numa presidência desconhecida. Como popularmente dito, não era a hora para “trocar o certo pelo incerto”.

Voltando ao assunto das campanhas, há de se admitir que ambos os candidatos do segundo turno faltaram às aulas de etiqueta e boas maneiras. Os maiores argumentos apresentados não foram seus ótimos planos de governo, mas sim o ataque direto aos “podres” do adversário. Falsas perícias foram cogitadas; briga de baixo nível.

O quê há de se esperar do Brasil quando seus maiores representantes estão alheios às vontades do povo? Travam uma guerrinha particular para lavar roupa suja perante milhões de espectadores e se esquecem que esses mesmos espectadores não se importam tanto com o passado de cada um, mas sim o que eles têm a oferecer para o futuro.

Quatro anos são muita coisa para serem desperdiçados. Por isso o povo brasileiro se atentou ao que melhor lhes convém: se o governo atual é bom, então devemos continuá-lo. Se a continuação do governo atual é uma mulher com propostas que podem melhorar ainda mais o que temos de bom, então devemos continuá-lo. Se com isso elegermos, inclusive, um marco para a história brasileira: a primeira mulher presidente; então devemos continuá-lo.

Mas Dilma não é só uma extensão de Lula. Como aparentou nas entrevistas pós-eleição, ela está disposta a mostrar sua autonomia e a força feminina na política. Pretende alavancar a economia no Brasil e assegurar a tão falada “Liberdade de Imprensa”. Quanto aos próximos anos de governo Petista, se suas propostas forem cumpridas, só podemos dizer “Que assim seja”.